Uso de máscaras sem indicação traz falsa sensação de segurança contra Covid-19

Ascom CRF/AL 24/03/2020

A escassez de máscaras de proteção no
mercado traz um alerta sobre quem realmente deve usar este tipo de equipamento.
O vice-presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, explica o uso de máscaras sem
indicação traz à população uma falsa sensação de segurança, além de gerar
custos desnecessários.

“A medida mais importante de prevenção é lavar as mãos
com água e sabão ou utilizar álcool gel e só sair de casa em caso de extrema
necessidade”, alertou. A orientação é manter a distância segura que é de no
mínimo 1 metro para impedir que as gotículas proveniente de espirros e/ou
tosses de pacientes infectados cheguem até você.

De acordo com ele, a máscara pode ser um vetor de
transmissão do vírus porque se não for removida da forma correta pode existir a
contaminação. Outro ponto relevante é o descarte deste material que deve ser
feito de forma separada. “Infelizmente a coleta de lixo domiciliar não vai
fazer essa distinção, e isso acaba se tornando um risco também para os garis
que não estão com seus serviços paralisados”, comentou.

Alexandre pede o apoio da população neste momento para
que os profissionais de saúde e os pacientes que apresentem suspeita de
infecção pelo Covid-19 tenham acesso a este equipamento que é de fundamental
importância para resguardar a saúde destas pessoas. “Este é um momento de
pensar em todos, nós como profissionais de saúde estamos nos dedicando
diariamente para atendera à população, por isso, os Equipamentos de proteção
individual são essenciais para a nossa atividade diária. Se a gente adoece,
quem vai cuidar de vocês?”, pontuou.

Vacinação

Com antecipação da campanha de vacinação contra a
gripe, o farmacêutico recomenda que evitem aglomerações e que tentem manter uma
distância mínima de 2 metros para filas de pacientes sem máscara ou 1 metro
para aqueles com máscara.

A definição de distância mínima visa diminuir a possibilidade de contaminação dos usuários e dos profissionais de saúde. “Esta recomendação também devem ser seguidas pelas farmácias e drogarias”, lembrou Alexandre Correia.


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