Tribunal determina que Yuri Gabrielle, acusada de participar da ‘Chacina do Mutirão’ vá a julgamento popular

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Por: Array / AlagoasWeb com TJ/AL  Data: 31/01/2019 às 17:30
Fonte de Imagem: AlagoasWeb/Imagem de arquivo

Jovem foi presa pela ROTA em São Paulo

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) manteve por unanimidade, a decisão de pronúncia de Yuri Gabrielle Cordeiro de Oliveira, acusada de participar de uma chacina em janeiro de 2015, em São Miguel dos Campos. O crime ficou conhecido como ‘Chacina do Mutirão’.

O processo teve como relator o desembargador Sebastião Costa Filho.

A defesa alegou inexistência de provas, mas a tese não foi acolhida pelo relator que analisou o recurso. Segundo o Ministério Público, Yuri Gabrielle participou da emboscada instigando seu cônjuge a acabar de matar uma das vítimas. Ela ainda teria arrastado um corpo para fora da residência onde aconteceu o fato, relembre: Chacina: Três jovens são executados a tiros em São Miguel dos Campos

Conforme o processo, tempos depois, a acusada procurou a Polícia Civil para denunciar o tráfico de drogas no ‘Mutirão’, que resultou no triplo homicídio.

Por ordem do ex-marido, Yuri foi baleada. O depoimento foi gravado em áudio pelo delegado Nilson Alcântara, Delegado Nilson Alcântara divulga áudio que revela autores de chacina em São Miguel dos Campos

Ainda segundo depoimento da jovem, Rogério Lourenço (Olga) e Robson Santos (Pneu), comandavam o tráfico da região e que temiam serem assassinados a qualquer momento por inimigos. Por isso, resolveram executar os rivais. A ré confessou ainda que foi responsável por atrair as vítimas ao local do delito, cometido numa casa alugada.

Indagada sobre a gravação na qual confessa as mortes, ela respondeu que inventou toda a história contada a autoridade policial por vingança contra Robson, que havia lhe abandonado.

“Não se está aqui a afirmar, com certeza, que a recorrente Yuri Gabrielle tenha participado dos crimes de homicídio em apuração. Todavia, não se pode, por outro lado, negar tal ocorrência com precisão. […] Não havendo prova irrefutável das alegações defensivas de Yuri Gabrielle a permitir sua despronúncia, deverá o Tribunal Popular, no exercício de sua soberania, dirimir as dúvidas quanto a tal discussão”, afirmou o desembargador Sebastião Costa.

A ré deve ser julgada por homicídio qualificado, por recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. A data do julgamento deve ser anunciada em breve.

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