Monique Medeiros, ré pela morte de Henry, volta a ocupar cargo público

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Por: Metrópolis  Data: 23/01/2023 às 10:01
Imagem: Brunno Dantas-TJRJ

Monique Medeiros, ré pela morte do menino Henry Borel, voltou a trabalhar. A acusada pelo assassinato do filho também é servidora concursada da Secretaria municipal de Educação do Rio de Janeiro e pediu para voltar a trabalhar na unidade em uma função administrativa no almoxarifado da Secretaria.

Além dela, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, também responde pelo mesmo crime, mas aguarda o julgamento em liberdade depois de ter tido sua prisão revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso aconteceu na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Monique estava afastada de suas funções desde 2021 quando foi presa pelo homicídio do filho. O menino tinha quatro anos e morreu no dia 8 de março, em decorrência de uma hemorragia interna por laceração hepática por ação contundente. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revela que o corpo do menino tinha múltiplas lesões.

“A orientação jurídica recebida pela Secretaria Municipal de Educação foi de que como a servidora foi solta pelo Superior Tribunal de Justiça e ainda não houve sentença condenatória, não há como a servidora concursada ser afastada e ter sua remuneração suspensa, razão pela qual ela retornou ao trabalho, em função administrativa no almoxarifado da Secretaria”, disse a Secretaria Municipal de Educação ao Metrópoles.

Relembre o caso
O caso ganhou repercussão nacional em 2021 por ser semelhante ao da menina Isabella Nardoni, ocorrido 13 anos antes. De acordo com as investigações, Henry Borel morreu por conta de agressões do padrasto, o então vereador Jairinho, e pela omissão da mãe, Monique Medeiros.

Na Justiça, Jairinho foi denunciado por: homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa da vítima), com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos; tortura.

Monique foi denunciada por: homicídio triplamente qualificado na forma omissiva imprópria, com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos; tortura omissiva; falsidade ideológica; coação de testemunha.