Militar preso confessa que atirou em homem porque ele rasgou adesivos de Lula

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Por: Correio 24 Horas  Data: 02/11/2022 às 07:41
Imagem: Reprodução

Autuado em flagrante por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo, o capitão da reserva da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Francisco de Assis Barbosa Lima, 61 anos, teve a prisão mantida. A decisão ocorreu em audiência de custódia a qual ele foi submetido nessa segunda-feira (31). Já a tentativa de homicídio ocorreu na madrugada de domingo (30), em um condomínio localizado rua Bady Miguel, bairro Messejana.                                
                            
Em depoimento, Francisco de Assis confessou que praticou o crime durante uma confusão iniciada após ele arrancar adesivos e bandeiras que faziam menção ao presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva (PT), presentes nos carros estacionados no condomínio.

Conforme o auto de prisão em flagrante (APF), era por volta de 0h10min do domingo, 30, quando o autuado chegou de carro ao condomínio. Ele viu a vítima, um corretor de imóveis de 49 anos, conversando e bebendo com outros vizinhos e, após ser convidado, uniu-se a eles — apesar de não poder ingerir bebida alcoólica por estar tomando remédios controlados, conforme registrado no APF.

Foi durante a bebedeira que ele passou a arrancar e quebrar os adesivos e bandeiras, dando início a uma confusão. Segundo Francisco de Assis afirmou, a vítima passou a insultá-lo e, a partir disso, ele sacou um revólver e passou a atirar.

“Embora o acusado seja capitão da Polícia Militar, de quem se espera uma maior responsabilidade e cautela, tentou contra a vida de seu vizinho e por um motivo banal, além de não ter prestado socorro à vítima”, afirmou na decisão o juiz Rômulo Veras Holanda.

“Juntada a certidão de antecedentes criminais do acusado aos autos, verificou-se a existência de vários registros anteriores”, ele também apontou.

Em entrevista à TV Cidade, nessa segunda-feira (31), a esposa da vítima afirmou que ele está internado em uma Unidade de terapia intensiva (UTI). O homem teve parte do intestino retirado e corre o risco de perder um rim, ainda informou ela.