IMA resgata mais de 850 animais em operações conjuntas da mata atlântica à caatinga em Alagoas

Cooperação com Ibama, ICMBio e BPA possibilitou a cobertura de 19 cidades no interior do Estado

COMPARTILHE
Por: Ascom IMA/AL  Data: 02/12/2020 às 07:39
Fonte de Imagem: Ascom/IMA
Cooperação com Ibama, ICMBio e BPA possibilitou a cobertura de 19 cidades no interior do Estado

As operações Opará e Curupira 10 apreenderam cerca de 850 animais silvestres. Essas ações foram feitas de maneira integrada, com o apoio do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL). O principal objetivo foi coibir crimes ambientais e sensibilizar a população quanto ao compromisso com a fauna e a flora.

Operação Curupira 10

As ações que foram coordenadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com integração do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e IMA/AL ocorreram entre os dias 24 e 30 de novembro.

Cooperação entre órgãos ambientais é essencial para o sucesso de operações
Cooperação entre órgãos ambientais é essencial para o sucesso de operações

As equipes foram até os municípios de Murici, Messias, Flexeiras, Novo Lino, Branquinha, União Dos Palmares e São José. Região que compõe a Área de Proteção Ambiental (APA) de Murici, a maior do Estado.

Durante a Operação, três caçadores foram presos em flagrante, bem como a apreensão de dez espingardas, dezessete armadilhas e carcaças de animais abatidos. Além de 420 gaiolas e alçapões que foram destruídos. No total, 355 animais silvestres foram apreendidos, entre eles oito pássaros saíra-sete-cores, espécie ameaçada de extinção.

Flagrante de civis armados só foi possível com suporte do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA)

Foram aplicadas 14 multas para um total de R$ 132 mil. Os agentes afirmam ainda que a Operação Curupira 10 deve continuar com datas já determinadas. As ações visam combater o tráfico e a caça ilegal, para assim garantir a sobrevivência de animais silvestres na natureza.

Operação Opará

A fiscalização promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com cooperação de IMA e BPA possibilitou a Operação Opará, termo utilizado por comunidades indígenas para se referir ao rio São Francisco. As ações de fauna e flora contaram com a participação do órgão ambiental do Estado.

A Operação percorreu 12 cidades das regiões Agreste e Sertão em 12 dias, 17 a 28 de novembro. Foram mais de 500 animais silvestres resgatados, em sua maioria aves, entre eles o Pintassilgo-do-nordeste (Spinus yarrellii), ameaçado de extinção. A criação amadora de passeriformes nativos só pode ser exercida mediante a licença SisPass, que pode ser concedida de forma totalmente digital.

O galo-de-campina (Paroaria dominicana) foi a espécie com maior ocorrência de resgate na Operação Opará. Foto: Ascom/IMA

Também foram vistoriadas 34 áreas distintas de flora, equivalente a 1.056,32 hectares, com suspeita de infração ambiental. As equipes do IMA, Ibama e BPA constataram diversos casos de desmatamento, com ou sem o uso do fogo, a destaque de um alvo em Cacimbinhas que destruiu 43,2 ha, acarretando multa de R$ 44 mil.

Importante salientar que a supressão de vegetação pode ser legal, quando realizada mediante autorização prévia do órgão ambiental competente, evitando assim crime passível de auto de infração.

Responsável pelo desmatamento de 43,2 hectares foi multado em R$ 44 mil. Denúncias da população e comparações históricas de imagens de satélite definiram quais áreas seriam alvo da equipe de flora na Operação Opará. Foto: Gefuc/IMA

Todos os animais apreendidos nas duas operações foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Maceió, para receber cuidados adequados da equipe multidisciplinar do IMA e Ibama. Os responsáveis por danos à vegetação natural foram autuados e deverão se comprometer com alguma forma de compensação às áreas destruídas, além do pagamento de multa.