Homem convive com o vírus da covid há 14 meses – e testes ainda dão positivo

COMPARTILHE
Por: Reuters  Data: 16/02/2022 às 19:13
Fonte de Imagem: Reuters/Leonhard Foeger/DR

Na Turquia, um homem de 56 anos testa positivo para a covid-19 há mais de 14 meses — exatos 441 dias —, segundo médicos locais. O paciente já realizou 78 exames para verificar a presença do coronavírus SARS-CoV-2 e ainda não tem previsão de quando poderá ter alta ou deixará de conviver com a infecção. No momento, a doença está assintomática.

O nome do paciente que há mais tempo convive com o vírus (pelo menos na Turquia) é Muzaffer Kayasan. Segundo a Reuters, o último teste do tipo RT-PCR foi realizado na semana passada, quando deu novamente positivo. Em paralelo, ele enfrenta a leucemia.

Por conta dos riscos de transmissão, o homem está em isolamento desde que soube da infecção pelo coronavírus. Os primeiros nove meses foram passados em um hospital turco. Nos últimos cinco meses, ele se manteve isolado em casa.

Segundo especialistas, a infecção prolongada do vírus da covid-19 é causada pelo sistema imunológico enfraquecido do paciente pelo câncer. No Brasil, um homem que convive com o HIV permaneceu infeccioso para o coronavírus por 232 dias — quase oito meses. Ambos têm as defesas naturais do corpo fragilizadas.

Caso mais prolongado da covid-19

O caso do homem turco é o mais longo que já rastreado no seu país de origem, segundo Serap Simsek Yavuz, médico responsável pelo caso e professor de doenças infecciosas e microbiologia da Universidade de Istambul.

“O caso de um paciente com resultado positivo por 441 dias é algo que ainda não foi relatado”, reforça Cagri Buke, médico do Hospital Acibadem, em Istambul. Por causa do ineditismo da situação, a evolução do quadro é acompanhada, com cautela, para verificar eventuais mutações do vírus e a possível formação de uma nova variante. Isso porque elas surgem a partir da replicação viral.

Por causa da presença do vírus da covid-19, o paciente ainda não conseguiu se imunizar. As autoridades de saúde turcas estabelecem que os indivíduos não podem carregar o vírus no momento da imunização.