Em culto evangélico, Michelle Bolsonaro diz que Palácio do Planalto foi ‘consagrado a demônios’

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Por: Jovem Pan  Data: 07/08/2022 às 17:16
Fonte de Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participou de um culto evangélico neste domingo, 7, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e afirmou que o Palácio do Planalto – sede do Poder Executivo Federal e onde se localiza o gabinete presidencial – já foi um local “consagrado a demônios”.

Com a presença de Jair Bolsonaro, a manifestação ocorreu na Igreja Batista Lagoinha durante evento em comemoração ao Jubileu de Ouro do pastor Márcio Valadão. Michelle ressaltou que continuará orando mesmo que as pessoas a classifiquem como “louca” ou “fanática”.

“Podem me chamar de louca, podem me chamar de fanática, eu vou continuar louvando nosso Deus, vou continuar orando”, disse a primeira-dama. “Vou continuar orando e intercedendo em todos os lugares, e sabe por que, irmãos? Porque por muitos anos, por muito tempo, aquele lugar foi um lugar consagrado a demônios. Cozinha consagrada a demônios, Planalto consagrado a demônios e hoje consagrado ao senhor Jesus. Ali, eu sempre falo e falo para ele [Bolsonaro], quando eu entro na sala dele e olho para ele: essa cadeira é do presidente maior, é do rei que governa essa nação”, acrescentou Michelle.

Nos últimos dias, ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo no qual a primeira-dama leva evangélicos para orar de madrugada no Palácio do Planalto – ela estava acompanhada de pastores e cantores.

Depois de relutar em um primeiro momento, Michelle Bolsonaro passou a ser mais ativa na campanha de Bolsonaro à reeleição. Segundo pesquisas internas feitas pela equipe do presidente, ela é vista como uma figura carismática e considerada uma espécie de trunfo para tentar reduzir a rejeição do chefe do mandatário feminino junto ao eleitorado feminino.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no dia 28 de julho, o chefe do Executivo federal cresceu seis pontos percentuais (21% a 27%), acima da margem de erro, entre as mulheres. Além disso, em um intervalo de um mês, a rejeição neste segmento caiu de 61% para 54%.