Cresce procura por máscaras após suspeitas de coronavírus no Brasil

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Por: Array / Com Bahia  Data: 01/02/2020 às 10:03
Fonte de Imagem: Reprodução

Mesmo sem confirmação de que há pessoas contaminadas, empresas brasileiras já registram aumento expressivo

Farmácias e empresas especializadas em artigos médicos já registra aumento na procura por máscaras de proteção, chamadas respiradores, depois dos casos suspeitos de coronavírus no Brasil. Um levantamento feito pelo G1 em alguns estados indica que a população teme ser infectada pelo vírus que já deixou mais de 130 mortos.

Em Alagoas, pelo menos três lojas especializadas em produtos hospitalares de Maceió estão sem estoque, mas apenas uma notou o aumento na procura. As outras duas responsabilizam os fornecedores, de São Paulo. As farmácias vendem normalmente os produtos.

Em uma farmácia do Rio de Janeiro, um vendedor relatou que um único cliente levou oito caixas com 50 máscaras em cada uma delas. Em outra empresa, um dos modelos que tinha saída média de 150 unidades por mês registrou, até a última quarta-feira (29), a venda de mil unidades. Por causa disso, o número de unidades vendidas a cada cliente teve que ser limitado. Uma fábrica de máscaras ouvida pela reportagem identificou aumento de 40% em relação à semana passada nos pedidos dos respiradores, em todo o país.

Já em São Paulo, o estoque de máscaras está zerado em algumas farmácias e distribuidores da capital. Além disso, membros da comunidade chinesa que vive na cidade se organizam para enviar máscaras a familiares na China.

Em Pernambuco e em Santa Catarina também foi percebido o aumento de encomendas de máscaras protetoras – Santa Catarina foi um dos estados com caso suspeito de coronavírus. Já em Minas Gerais, uma empresa fabricantes de álcool em gel registrou nesse mês demanda maior que em janeiro do ano passado.

O médico Alexandre Chieppe afirma que recorrer às máscaras não é a recomendação, porque não há evidências de circulação do vírus no país. “Não existe recomendação da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e nem da Secretaria Estadual de Saúde para uso de máscaras pela população”, disse ele, que integra o quadro da secretaria do Rio de Janeiro.