Coração em miniatura pode ajudar a acelerar cura de doenças cardíacas

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Por: Diário da Saúde  Data: 09/05/2022 às 08:34
Fonte de Imagem: Jackie Ricciardi/Boston University

Uma réplica em miniatura de uma câmara cardíaca feita de peças e tecidos projetados a partir de células-tronco – e tudo contido em um chip não muito maior que um selo postal.

Não há uma maneira segura de obter uma visão de perto do coração humano enquanto ele trabalha: Você não pode simplesmente retirá-lo, dar uma olhada e encaixá-lo novamente.

Os cientistas têm tentado diferentes maneiras de contornar esse problema fundamental: Eles prenderam tecidos cardíacos cultivados em laboratório a molas para vê-los expandir e contrair e até conectaram corações de cadáveres a máquinas para fazê-los bombear novamente.

Cada abordagem tem suas falhas: Corações reanimados só podem bater por algumas horas, e as molas não conseguem replicar as forças em ação no músculo cardíaco real.

Coração em um chip
Agora, uma equipe interdisciplinar de engenheiros, biólogos e geneticistas desenvolveu uma nova maneira de estudar o coração: Eles construíram uma réplica em miniatura de uma câmara cardíaca a partir de uma combinação de peças de nanoengenharia e tecido cardíaco humano.

Não há molas ou fontes externas de energia – como um coração real, ele apenas bate sozinho, impulsionado pelo tecido cardíaco vivo cultivado a partir de células-tronco.

O dispositivo pode dar aos pesquisadores uma visão mais precisa de como o coração funciona, permitindo que eles rastreiem como o órgão cresce no embrião, estudem o impacto das doenças cardíacas e testem a eficácia potencial e os efeitos colaterais de novos tratamentos – tudo com risco zero de pacientes e sem sair do laboratório.Coração em miniatura pode ajudar a acelerar cura de doenças cardíacasÉ tudo

Bomba microfluídica
O aparelho – batizado de “bomba microfluídica unidirecional habilitada para precisão cardíaca” – também pode abrir caminho para a construção de versões laboratoriais de outros órgãos, de pulmões a rins.

“Nós podemos estudar a progressão das doenças de uma forma que não era possível antes,” disse a professora Alice White, da Universidade de Boston (EUA). “Escolhemos trabalhar no tecido cardíaco por causa de sua mecânica particularmente complicada, mas mostramos que, quando você pega a nanotecnologia e a combina com a engenharia de tecidos, há potencial para replicar isso para vários órgãos.”