Após receber ‘indulto’ de Natal, homem assalta advogada, é preso e se borra nas calças

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Por: RicMais  Data: 24/12/2022 às 13:03
Imagem: Reprodução

Roberto Carlos de Moraes, 27 anos, foi preso em flagrante na noite desta quinta-feira (22), em Curitiba. Ele havia acabado de sair da cadeia, de portaria (autorização para passar o Natal em casa, os famosos “saidões”), quando se envolveu em um assalto e voltou à prisão. A vítima do assalto se machucou, já que foi jogada no chão.

Conforme apuração do repórter cinematográfico Diogo Cordeiro, da RICtv, Roberto cumpria pena no complexo penitenciário de Piraquara e recebeu a autorização para passar as festas de fim de ano em casa. Mas, logo que saiu da cadeia, praticou um assalto.

Na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Curitiba, ele abordou uma advogada perguntando as horas. Quando ela ia responder, ele tomou o celular dela, a agrediu a ainda a derrubou na calçada. Mas a Polícia Militar estava por perto, viu a gritaria na rua e já correu atrás do ladrão, que foi alcançado e preso.

Ao ser colocado na viatura, Roberto sentiu medo e acabou defecando nas calças. Os policiais ficaram indignados com o preso, por causa do cheiro que ficou dentro do carro.

Indulto de Natal x saidão
Indulto de Natal é diferente da saída por portaria. Nesta última, a Justiça emite uma autorização para que o preso passe alguma determinada data em casa e depois retorne voluntariamente à cadeia na data determinada. Caso contrário, é dado como foragido e é emitido um mandado de prisão contra ele.

Os saidões não necessariamente precisam ser feitos em datas especiais (Natal, Dia das Mães, Páscoa, etc.). Mas geralmente o judiciário faz nestas datas por questões sociais. O benefício do “saidão” depende de muitos fatores, principalmente do tempo que o preso já está na cadeia, seus antecedentes criminais e do seu comportamento.

Já o indulto de Natal é uma espécie de perdão coletivo da pena (dado a vários presos de uma só vez), assinado pelo presidente da República. O preso sai da cadeia e não precisa mais retornar, já que teve o restante da pena perdoada. O termo “indulto” foi usado entre aspas no título desta reportagem apenas por ser um termo mais popular e conhecido da população. No entanto, no caso de Roberto, o caso dele foi um “saidão” de portaria.