10.000 passos por dia é bom, mas andando depressa é melhor

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Por: Diário da Saúde  Data: 28/09/2022 às 09:50
Imagem: Ilustração

As pesquisas científicas tipicamente se concentram em quantos passos diários de caminhada são necessários para melhorar a saúde, embora alguns concluam que não adianta caminhar mais do que 6km por dia.

Que se exercitar faz bem à saúde é algo que todo o mundo sabe, mas o quanto de exercício cada pessoa deve fazer é uma questão longe de contar com uma resposta consensual.

Há uma sabedoria popular de que 10.000 passos diários de caminhada por dia ajudam a viver mais, e inúmeras equipes ao redor do mundo têm verificado isso.

Seguindo essa linha, pesquisadores da Universidade de Sydney (Austrália) e da Universidade do Sul da Dinamarca monitoraram 78.500 adultos com pedômetros, tornando este o maior estudo já feito para rastrear objetivamente a contagem de passos em relação aos resultados de saúde.

A equipe descobriu que dar 10.000 passos por dia de fato está associado a uma redução do risco de demência, de doenças cardíacas, de câncer e de morte prematura.

Mas esta não é a história toda: De fato, a principal conclusão do estudo é que um ritmo de caminhada mais rápido traz benefícios acima e além dos obtidos com o aumento do número de passos dados.

“A mensagem para levar para casa aqui é que, para benefícios de proteção à saúde, as pessoas podem não apenas dar 10.000 passos por dia, mas também caminhar mais rápido,” disse o professor Matthew Ahmadi.

“Para indivíduos menos ativos, nosso estudo também demonstra que apenas 3.800 passos por dia podem reduzir o risco de demência em 25%,” acrescentou o pesquisador Borja Cruz.

Caminhada e saúde

Veja as principais conclusões do estudo recordista:

  • A cada 2.000 passos, o risco de morte prematura cai entre 8 e 11 por cento, até aproximadamente 10.000 passos por dia, quando deixa de haver ganhos adicionais.
  • Associações semelhantes foram observadas para doenças cardiovasculares e incidência de câncer.
  • Um maior número de passos por dia foi associado a um menor risco de demência por todas as causas.
  • 9.800 passos foi a dose ideal, associada a um risco de demência 50% menor, mas o ganho não é linear – o ganho de 25% foi obtido com 3.800 passos por dia.
  • A intensidade do passo – um ritmo mais rápido de caminhada – apresentou associações benéficas para todos os desfechos de saúde (demência, doença cardíaca, câncer e morte) mais fortes do que o total de passos diários.

“A contagem de passos é facilmente compreendida e amplamente utilizada pelo público para rastrear os níveis de atividade graças à crescente popularidade dos rastreadores e aplicativos de fitness, mas raramente as pessoas pensam no ritmo de seus passos,” disse o professor Emmanuel Stamatakis. E é isso que o estudo recomenda que se faça.