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Substância presente na babosa poderá ajudar a combater Alzheimer

Pesquisadores enfatizam que o trabalho ainda está em fase inicial

Cientistas identificaram compostos na babosa (Aloe vera) que oferecem novas possibilidades para tratamentos para doenças neurológicas, incluindo a doença de Alzheimer.

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Substância presente na babosa poderá ajudar a combater Alzheimer

A babosa é mais conhecida como uma planta “calmante”, usada para cuidados com a pele, mas ela também contém substâncias químicas naturais que podem influenciar processos biológicos no organismo.

Meriem Khedraoui e colegas da Universidade Hassan II de Casablanca (Marrocos) focaram especificamente em como esses compostos vegetais interagem com enzimas-chave envolvidas na doença de Alzheimer, examinando se os compostos da Aloe vera poderiam interferir nos processos ligados à falha da sinalização cerebral em pessoas com essa doença neurodegenerativa.

A pesquisa concentrou-se em duas enzimas chamadas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE), que desempenham um papel importante na degradação da acetilcolina, um mensageiro químico que auxilia na comunicação entre as células nervosas. Na doença de Alzheimer, os níveis de acetilcolina já estão reduzidos, o que contribui para a perda de memória e o declínio cognitivo. Medicamentos que inibem a ação dessas enzimas podem ajudar a preservar os níveis de acetilcolina e melhorar os sintomas em alguns pacientes.

Beta-sitosterol

Dentre todos os compostos testados, o beta-sitosterol se destacou, apresentando afinidades de ligação de aproximadamente 8,6 kcal/mol com a AChE e 8,7 kcal/mol com a BChE, o que significa que o composto se ligou mais fortemente a ambas as enzimas do que outros compostos conhecidos, incluindo o ácido succínico. Essa forte ligação sugere que o composto pode ser eficaz na redução da atividade enzimática.

“Nossos resultados indicam que o beta-sitosterol, um dos compostos da Aloe vera, apresenta afinidades de ligação e estabilidade significativas, tornando-o um candidato promissor para o desenvolvimento de novos medicamentos […] como um inibidor duplo, o que pode ser crucial no tratamento da doença de Alzheimer,” resumiu Khedraoui.

Embora os resultados sejam encorajadores, os pesquisadores enfatizam que o trabalho ainda está em fase inicial, sendo necessários experimentos em laboratório e ensaios clínicos para confirmar se esses compostos são eficazes e seguros em pacientes reais.

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