O senador Renan Calheiros (MDB-AL), através do Twitter, defendeu o médium João de Deus, acusado por mais de 15 mulheres de abuso sexual, neste domingo (9).
Ao afirmar que o religioso não poderia ser “prejulgado, sangrando em vida”, Renan disse que João de Deus não é “um Roger Abdelmassih, um Lasier qualquer”, referindo-se ao senador gaúcho Lasier Martins.
Lasier, através da sua assessoria de imprensa, afirmou a GaúchaZH que “não desceria ao nível dessa figura execrada pela maioria dos brasileiros”.
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@renancalheiros: Falo com a responsabilidade de quem fez a Lei Maria da Penha, cominou o Feminicídio na legislação, o Observatório do SF,avanços contra a violência,contra a pedofilia e todos de gênero.
@renancalheiros: O médium não é o maior problema do Brasil, não é um Roger Abdelmassih, um lasier qualquer, e deve, até pelo menos o trânsito em julgado, continuar curando a sociedade, que parece mais doente e odienta.
Nas últimas semanas, Renan Calheiros tem feito críticas a Lasier Martins, que iniciou um movimento para evitar que o senador alagoano assuma a presidência da Casa. No dia 27 de novembro, os dois parlamentares bateram boca no plenário do Senado: Renan fez acusações relacionadas a um inquérito que atingiu Lasier sobre uma suposta agressão do senador a sua mulher, que foi arquivado por falta de provas. Lasier então subiu a tribuna para responder a Renan e lembrou que o senador alagoano responde a 14 processos.
Caso de agressão foi arquivado
O suposto caso de agressão cometido pelo senador Lasier Martins (PSD-RS) contra a ex-mulher Janice Santos foi arquivado em outubro de 2017, por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi baseada em relatório do inquérito da Polícia Federal (PF) e parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, que concluíram não existir provas do crime.
No fim de março daquele ano, a então mulher do senador prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Brasília, onde afirmou ter sofrido agressões durante uma discussão. Conforme reportagem do Correio Braziliense à epoca, a jornalista acusava o parlamentar de lesão corporal e injúria, alegando que não teria sido a primeira vez que era agredida pelo marido.