Professora dá aula de educação sexual a crianças de 9 anos

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Por: Array / Gospel Prime  Data: 03/11/2018 às 08:50
Fonte de Imagem: Reprodução/Facebook

Dinâmica em sala de aula incluía manuseio de reproduções de órgãos sexuais

A cidade de Cascavel, oeste do Paraná, testemunhou nos últimos dias um intenso debate sobre a postura de professores em sala de aula, após Grasiela Ivana Passarin expor nas suas redes sociais imagens dos alunos de 9 e 10 anos manuseando reproduções de órgãos sexuais.

Na terça-feira (30), as crianças tiveram aulas sobre reprodução humana, sexualidade e de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, a metodologia era indicada para o público adolescente, entre 12 e 17 anos.

A divulgação das imagens chocou os pais e gerou reação imediata do prefeito Leonaldo Paranhos (PSC). Evangélico, ele determinou que a professora fosse afastada do cargo na Escola Municipal Aníbal Lopes da Silva, e respondesse a um processo administrativo.

“Isso é uma violação, um comportamento inaceitável. Lamento essa situação, sou pai de uma menina de 11 anos e por isso entendo a indignação de todos os pais, peço desculpas e informo que já estou tomando as providências para que isso não se repita com as nossas crianças”, avisou Paranhos em suas redes sociais.

Métodos contraceptivos mostrados em aula. (Foto: Reprodução / Facebook)

A Secretaria Municipal de Educação e a coordenação pedagógica da escola comunicaram que a docente está suspensa e será substituída na turma. Grasiela Ivana Passarin afirmou que “não vê problemas em abordar o assunto” e reclama de que “há um discurso de muita violência”.

Esfera criminal
O caso está sendo analisado pela promotora Simone Lorens, que cuida da proteção a crianças e adolescentes na cidade. Ela determinou a instauração de um procedimento para analisar a denúncia.

Caso seja verificado que houve alguma irregularidade na publicação das imagens das crianças em redes sociais ou ainda na abordagem pedagógica para a faixa etária dos alunos, serão aplicadas sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A professora poderá, inclusive, ter de responder na esfera criminal.