PC aguarda laudo para dar continuidade as investigações
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) segue com as investigações para esclarecer a morte do professor e coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus Arapiraca, Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos.
O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios de Proteção a Pessoa (DHPP).
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Polícia Civil detalha procedimentos na apuração da morte de professor da Ufal em Arapiraca
De acordo com o delegado Flávio Dutra, coordenador das Delegacias de Homicídios do Interior, os procedimentos legais estão sendo realizados de forma criteriosa e, até o momento, não foram encontrados sinais de violência no corpo do professor nem no interior da residência onde ele foi encontrado sem vida, no Residencial Pedro Tertuliano, bairro Massaranduba, em Arapiraca.
Segundo o delegado, durante os levantamentos iniciais no local, foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas, entorpecentes e medicamentos de tarja preta. Ainda conforme a apuração preliminar, o professor fazia uso dos medicamentos para tratamento de ansiedade.
A Polícia Civil já ouviu duas testemunhas no curso da investigação. Uma delas relatou que esteve na residência do professor durante a tarde do sábado, onde ambos fizeram uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Essa testemunha afirmou que deixou o local à noite e retornou durante a madrugada, ocasião em que o professor teria insistido para que ele dormisse na casa, mas acabou indo embora.
Polícia Civil detalha procedimentos na apuração da morte de professor da Ufal em Arapiraca
A segunda testemunha é um ex-companheiro do professor, que relatou ter encontrado o corpo na manhã da segunda-feira. Ele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, em seguida, a Polícia Militar e a Polícia Civil.
O corpo de Carlos Alberto de Carvalho Fraga foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais. A Polícia Civil aguarda o resultado do laudo cadavérico para confirmar se a morte ocorreu de forma acidental, possivelmente em decorrência da ingestão excessiva de álcool, entorpecentes e medicamentos, ou se houve algum tipo de intoxicação provocada por terceiros.
Para o delegado, o laudo do IML será fundamental para que a polícia possa avançar na investigação e esclarecer de forma definitiva as circunstâncias da morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.