Justiça

    Sindicato dos Advogados cobra do TJ/AL mutirões permanentes para processos de violência contra a mulher

    Iniciativa visa dar celeridade aos julgamentos e combater a sensação de impunidade diante do aumento de casos em Alagoas

    04/03/2026 às 12:49
    Fonte: Ascom Sindav/AL
    Sindicato dos Advogados cobra do TJ/AL mutirões permanentes para processos de violência contra a mulher
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    Preocupado com o alto volume de processos de violência contra as mulheres em Alagoas, o Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de Alagoas (Sindav/AL) cobrou do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) a criação de um mutirão permanente, para dar mais celeridade na análise e no julgamento dos casos no Estado. O ofício foi entregue pelo presidente do Sindav/AL, Elias Ferreira, ao desembargador e vice-presidente do TJ/AL, Carlos Cavalcanti.

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    O presidente do Sindicato estava acompanhado do secretário-geral, Limmerck Pacífico, e da diretora especial do Sindav/AL, Danyelle Godoy, quando apresentou a iniciativa, que busca trazer impacto direto na vida das mulheres alagoanas.

    Elias Ferreira afirmou que o Sindav/AL está atento ao cenário atual de crescimento expressivo e alarmante nos casos de feminicídio, agressões físicas, psicológicas e outras formas de violência contra a mulher. Para o presidente do sindicato, a demora na tramitação desses processos pode perpetuar ciclos de agressão, desproteger vítimas e gerar sensação de impunidade, diminuindo a confiança da sociedade na efetividade da Justiça.

    “Essa escalada de brutalidade não apenas tira vidas e causa danos irreparáveis, mas também gera um clima de insegurança e desconfiança na capacidade do sistema de Justiça de oferecer uma resposta rápida e eficaz. Com os mutirões permanentes, o Poder Judiciário irá acelerar o andamento dos processos, além de enviar uma mensagem clara à sociedade sobre o compromisso do TJ/AL em priorizar o combate a essa violência”, afirmou Elias Ferreira.

    Segundo a diretora especial do Sindav/AL, Danyelle Godoy, existem as violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, e as mulheres devem denunciar sempre que se sentirem ameaçadas ou estiverem em situação de risco. “Nenhuma forma de violência deve ser tolerada. Todas as mulheres devem denunciar e procurar ajuda. Nenhuma mulher está sozinha. Em Alagoas, existe uma rede estruturada para acolher as vítimas”, disse.

    Denúncias
    As mulheres que estiverem sofrendo qualquer tipo de violência podem fazer uma denúncia anônima ligando para o número 181. Também podem buscar atendimento nas Delegacias de Defesa da Mulher da Polícia Civil, na Casa da Mulher Alagoana, no Juizado da Violência Doméstica e Familiar ou no Juizado Especial Criminal e da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

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