Polícia Federal deflagra operação contra acusados de fraude na Caixa em Alagoas
Justiça autorizou sete prisões temporárias e sete mandados de busca e apreensão

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, dia 3, a Operação Faces Expostas, para investigar um grupo suspeito de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal usando documentos de identidade falsificados.
A ação ocorreu em Alagoas e Pernambuco, com destaque para os municípios alagoanos de Maceió e Rio Largo, onde foram cumpridos mandados judiciais.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Federal, os investigadores encontraram indícios de que os envolvidos usavam documentos de identidade falsos para abrir contas bancárias em nome de outras pessoas.
Ao todo, foram identificadas sete contas consideradas fraudulentas. Quatro delas foram abertas na Caixa Econômica Federal — três em Maceió e uma em Nazaré da Mata, em Pernambuco. As outras três estavam em bancos digitais.
A suspeita é que, depois de abrir as contas, o grupo contratava serviços de crédito na Caixa e transferia o dinheiro para outras contas também envolvidas no esquema.
De acordo com a investigação, essas movimentações teriam sido feitas para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Mandados foram cumpridos em Alagoas
A Justiça autorizou sete prisões temporárias e sete mandados de busca e apreensão. Em Alagoas, as medidas foram cumpridas em Maceió e Rio Largo.
Durante uma das buscas, a PF encontrou materiais que, segundo a investigação, poderiam ser utilizados na falsificação de documentos, como folhas de documentos em branco, produtos químicos e impressoras.
Também foi determinado o sequestro de bens dos investigados, uma medida que busca preservar patrimônio para possibilitar o ressarcimento de eventual prejuízo causado aos cofres públicos.
Quais crimes são investigados?
Os envolvidos poderão responder, conforme o andamento das investigações, por estelionato contra a Caixa Econômica Federal, com agravante previsto em lei por falsificação de documentos particulares, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A operação ainda está em andamento, e os investigados são considerados suspeitos, não havendo condenação neste momento. As responsabilidades serão definidas pela Justiça após o processo.
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