Polícia

    Polícia Civil conclui investigação sobre morte de agentes em Delmiro Gouveia

    Caso foi remetido para ao Poder Judiciário e Ministério Publico

    17/06/2026 às 21:10
    Fonte: AlagoasWeb com PC-AL
    Polícia Civil conclui investigação sobre morte de agentes em Delmiro Gouveia
    AlagoasWeb/reprodução
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    A Polícia Civil de Alagoas concluiu o procedimento investigativo que apurou as mortes dos agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, ocorridas na madrugada do dia 20 de maio, em Delmiro Gouveia, no Sertão do Estado.

    De acordo com o relatório final, elaborado por uma comissão formada pelos delegados Sidney Walston Tenório de Araújo, Flávio Dutra de Melo e Leandro Martins da Silva, o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho foi indiciado por duplo homicídio qualificado, em razão da impossibilidade de defesa das vítimas.

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    Segundo a investigação, as conclusões foram baseadas em perícias balísticas, exames realizados no local do crime e demais provas técnicas produzidas durante os trabalhos. Os laudos apontam que Denivaldo foi atingido por um disparo na região da nuca. Já Yago teria tentado reagir ou se proteger utilizando as mãos, mas acabou sendo baleado na região da têmpora.

    Yago Gomes e Denivaldo Jardel foram mortos pelo agente Gildate Góes

    Os dois agentes morreram na hora, em decorrência dos ferimentos a ‘queima roupa’.

    Ainda conforme o relatório, as evidências coletadas ao longo da investigação foram consideradas compatíveis com a dinâmica dos fatos reconstruída pela comissão, reforçando a autoria atribuída ao policial Gildate Góes.

    Durante as apurações, também foram realizadas quebras de sigilos telefônicos e telemáticos dos envolvidos. No entanto, os investigadores informaram que não encontraram elementos que apontassem para uma ação premeditada.

    📸 Carrossel de Imagens (2 fotos)

    A conclusão da comissão é de que o crime teria ocorrido em uma situação momentânea dentro do veículo onde os policiais estavam, sem indícios de planejamento prévio ou motivação antecipadamente definida.

    Diante da gravidade do caso, os delegados responsáveis representaram pela prorrogação da prisão preventiva do investigado, medida considerada necessária para garantir a aplicação da lei penal e o andamento regular da instrução processual.

    Com o encerramento da investigação, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual, que passarão a adotar as providências cabíveis no âmbito do processo criminal.

    O caso provocou grande repercussão em Alagoas, especialmente entre integrantes das forças de segurança pública, em razão de as vítimas e o investigado integrarem os quadros da própria Polícia Civil.

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