MP Eleitoral pede impugnação ao registro da candidatura de vice de Renan Filho
Órgão questiona afastamento de Yale Barbosa e pede apuração sobre possível inelegibilidade

Apenas um dia após o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, declarar apoio a candidatura de Renan Filho ao governo de Alagoas, O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma impugnação ao registro da candidatura de Yale Barbosa Fernandes a vice-governador, na chapa de Renan.
Yale Barbosa Fernandes, ex-secretário do municipio, é apontado, no meio politico, como indicação de Luciano.
O órgão aponta indícios de que ele pode não ter se afastado, de forma efetiva e dentro dos prazos legais, dos cargos públicos que ocupava na Prefeitura de Arapiraca.
Segundo o MPE, Yale era Secretário Executivo e deveria ter deixado o cargo até 4 de abril de 2026 para disputar a eleição. Embora tenha sido apresentada uma portaria de exoneração datada de 1º de abril, o Ministério Público afirma que não localizou a publicação do ato no Diário Oficial do Município.
Após o suposto afastamento, Yale teria assumido o cargo de Assessor Técnico Especial I, com salário de R$ 11,8 mil, valor semelhante ao recebido por um secretário municipal. O vínculo teria permanecido registrado no Portal da Transparência até julho de 2026.
A principal dúvida levantada pelo MPE é se o afastamento ocorreu apenas formalmente ou também na prática.
Entre os indícios citados estão participações em eventos oficiais, transmissões do São João de Arapiraca e uma reunião institucional com o prefeito. Em algumas dessas situações, Yale teria sido apresentado publicamente como Secretário de Governo, mesmo após os supostos afastamentos.
Por isso, o Ministério Público pede que a Justiça Eleitoral obtenha documentos da Prefeitura, analise as provas apresentadas e ouça a defesa de Yale. Se ficar comprovado que ele não se afastou efetivamente dentro dos prazos exigidos pela legislação eleitoral, o registro da candidatura poderá ser negado.
Yale Barbosa não foi declarado inelegível até o momento. O documento representa um pedido do Ministério Público para que a Justiça Eleitoral investigue os fatos e decida se houve ou não descumprimento das regras de desincompatibilização.

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