Idosos podem estar consumindo menos B12 do que deveriam, alerta estudo
Artigo aponta que mesmo níveis considerados normais da vitamina podem esconder riscos neurológicos para pessoas acima de 70 anos

A reportagem, publicada pela Veja Saúde em 14 de agosto de 2026, aborda um estudo da Universidade da Califórnia que questiona os parâmetros atualmente utilizados para identificar níveis adequados de vitamina B12 em pessoas idosas.
O estudo analisou 231 idosos saudáveis, com idade média de 71,2 anos. Os pesquisadores observaram que pessoas que apresentavam níveis de B12 considerados normais nos exames tradicionais ainda poderiam apresentar sinais associados a alterações neurológicas.
A pesquisa diferencia duas formas da vitamina que circulam no sangue: a holotranscobalamina, considerada a forma biologicamente mais ativa, e a holo-haptocorrina, que apresenta menor aproveitamento pelo organismo. Segundo os resultados, níveis menores da B12 ativa foram associados a menor velocidade de processamento cerebral e alterações na percepção visual.
Os pesquisadores também encontraram associação entre esses níveis reduzidos e maior volume de microlesões na substância branca cerebral, além de concentrações mais elevadas da proteína tau no sangue, marcador relacionado ao risco de doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer.
A reportagem destaca ainda que o envelhecimento pode favorecer a deficiência de B12 porque mudanças na alimentação, redução do apetite e dificuldades para mastigar determinados alimentos podem diminuir o consumo de carnes, ovos e peixes — fontes importantes da vitamina.
A orientação dos especialistas é não iniciar suplementação por conta própria. Mudanças na alimentação e o uso de suplementos devem ser avaliados por médicos ou nutricionistas, especialmente no caso de idosos.
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