Homem que matou a companheira e foi beber em bar é condenado a 15 anos de prisão
Após o crime, autor saiu pelas ruas e contou a populares que havia esfaqueado a companheira

O Tribunal do Júri de Murici condenou, nesta quinta-feira, dia 13, José Ricardo Clemente a 15 anos e sete meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo feminicídio de Monique Paz da Costa, sua então companheira.
O julgamento ocorreu após atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL). Os jurados consideraram o homem responsável pela morte da vítima e acolheram a acusação apresentada pela promotora de Justiça Ilda Regina Reis.
Matou a companheira com uma faca
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu em 7 de setembro de 2024. José Ricardo teria usado uma faca para matar Monique dentro da residência do casal.
A perícia confirmou que a vítima sofreu ferimentos provocados por arma branca. Durante a investigação, testemunhas também ajudaram a polícia a esclarecer o que aconteceu. O próprio acusado confessou o crime durante o interrogatório policial.
Após o assassinato, saiu pelas ruas e foi beber em um bar
Um dos pontos destacados na denúncia chamou a atenção: depois de matar Monique, José Ricardo saiu de casa, deixou a porta aberta e foi para as ruas.
De acordo com o MPAL, ele chegou a beber em um bar e contou a pessoas que havia “furado” a mulher, deixando que populares fossem até a residência e vissem o que havia acontecido.
O Ministério Público também informou que havia um histórico de violência contra Monique. Durante o processo, a filha da vítima relatou que a mãe sofria agressões praticadas pelo acusado.
Réu continuará preso
José Ricardo está preso preventivamente desde 8 de setembro de 2024, um dia após o crime.
Com a condenação, ele recebeu uma pena de 15 anos e sete meses de reclusão. Como já estava preso desde 2024, a sentença considerou o período cumprido e apontou que restavam 13 anos, sete meses e 25 dias de prisão.
O condenado não poderá recorrer em liberdade e deverá permanecer preso.
Para a promotora Ilda Regina Reis, a condenação reconheceu a responsabilidade do réu pela morte de Monique e confirmou que o crime foi cometido com intenção de matar.
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