Governo Lula recua após polêmica por citar drogas e violência em desenhos bíblicos
Ministério tentou justificar classificação apontando atos criminosos, drogas lícitas e preconceito

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolveu em uma nova polêmica após o Ministério da Justiça e Segurança Pública justificar a classificação indicativa de desenhos bíblicos da TV Record como impróprios para menores de 12 anos.
A decisão, publicada em 29 de outubro, apontava quatro motivos para a restrição etária: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
A justificativa provocou críticas, principalmente de parlamentares da oposição e representantes de setores religiosos, que questionaram os critérios utilizados para avaliar animações destinadas ao público infantil e baseadas em passagens da Bíblia.
O programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo, também recebeu recomendação de transmissão somente após as 20h.
Governo recua após repercussão extremamente negativa
Após a repercussão negativa, o Ministério da Justiça voltou atrás nesta terça-feira (3) e decidiu restabelecer a classificação livre para todos os públicos.
O próprio ministério reconheceu que a avaliação anterior não considerou adequadamente o contexto cultural e religioso das animações, nem aplicou todos os critérios previstos no guia de classificação indicativa.
A decisão inicial também foi questionada pela falta de indicação detalhada das cenas que justificariam os apontamentos de drogas, violência e preconceito.
Com a revisão, os desenhos bíblicos voltam a receber classificação livre, enquanto a polêmica reacende o debate sobre os critérios adotados pelo governo para avaliar conteúdos religiosos destinados às crianças.
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