Saúde

    Dieta paleolítica ganha espaço entre jogadores, mas exige cuidados

    Especialista explica benefícios, limitações e os riscos de seguir o modelo alimentar sem orientação profissional

    14/07/2026 às 18:56
    Fonte: Assessoria
    Dieta paleolítica ganha espaço entre jogadores, mas exige cuidados
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    A alimentação do meio-campista Marcos Llorente, titular da seleção da Espanha, tem chamado a atenção durante o maior evento esportivo do mundo. Adepto da chamada dieta paleolítica, o jogador costuma compartilhar refeições compostas por proteínas, frutas, vegetais e gorduras naturais, reforçando um estilo de vida voltado à saúde e à performance esportiva.

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    Segundo Camila Crivelli, professora do curso de Nutrição da Estácio, a dieta paleolítica é baseada principalmente no consumo de proteínas magras, legumes, frutas, oleaginosas e gorduras naturais. “O que é unânime nesse modelo alimentar é a exclusão de cereais e grãos, como aveia e milho, além de leguminosas, laticínios e alimentos ultraprocessados. A justificativa está relacionada ao padrão alimentar atribuído aos nossos ancestrais, embora já existam evidências de que alguns povos antigos consumiam grãos e leguminosas”, explica.

    A especialista afirma que estudos científicos apontam benefícios da dieta em parâmetros como perda de peso, redução do IMC, melhora da circunferência da cintura e diminuição do risco cardiovascular. “Parte desses resultados está associada ao maior consumo de proteínas magras e gorduras de boa qualidade, além da exclusão dos ultraprocessados, que por si só já traz benefícios importantes para diversos indicadores de saúde”, destaca.

    Por outro lado, Camila diz que o modelo alimentar elimina grupos importantes de alimentos e pode gerar deficiências nutricionais quando adotado por longos períodos. “A restrição de leguminosas e de fontes de carboidratos de rápida absorção pode comprometer a ingestão de fibras e nutrientes essenciais. Por isso, a dieta não deve ser vista como uma solução universal nem seguida apenas por estar em evidência”, ressalta.

    No caso dos atletas, a nutricionista reforça que a estratégia exige ainda mais cautela. “Embora alguns esportistas possam se beneficiar da dieta em períodos específicos, especialmente quando o objetivo é controle de peso ou melhora de alguns marcadores metabólicos, a restrição de carboidratos pode afetar negativamente o desempenho em fases de treinamento intenso. Cada planejamento alimentar deve ser individualizado, levando em consideração genética, rotina, objetivos e necessidades nutricionais de cada pessoa”, conclui.

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