Depois de quatro anos, governo Lula reajusta Bolsa Família em 15% em ano eleitoral
Decisão chama atenção porque acontece 17 dias antes do primeiro turno das eleições

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, dia 17, um reajuste de 15% no Bolsa Família. O aumento acontece em 2026, ano de eleições, e é o primeiro reajuste geral do programa desde a definição do novo Bolsa Família, em 2023.
Com a mudança, o valor mínimo passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio também terá aumento e deverá chegar a R$ 777.
O reajuste foi oficializado por decreto assinado por Lula e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. O novo valor começa a ter efeito financeiro a partir de 1º de outubro.
Aumento ocorre em ano de eleição
A decisão chama atenção porque acontece 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. O governo não havia concedido um reajuste geral do valor do Bolsa Família desde 2023.
Em março de 2023, quando o programa foi retomado, o governo estabeleceu o pagamento mínimo de R$ 600 por família, valor definido no governo de Bolsonaro. Desde então, esse valor de referência permaneceu sem um reajuste geral.
Apesar de só ocorrer quatro anos depois, o governo afirma que o novo aumento serve para repor a inflação acumulada e preservar o poder de compra das famílias.
Segundo o governo, a correção considera a inflação medida pelo INPC, acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, de aproximadamente 15%.
O reajuste, portanto, ocorre quatro anos depois da última definição do valor mínimo de R$ 600 e justamente durante o ano eleitoral de 2026. A justificativa oficial é a reposição das perdas provocadas pela inflação.
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