Bolsa Família deve ficar sem reajuste em 2027; benefício mínimo continuará em R$ 600
Desde o relançamento do programa o benefício não foi corrigido

As famílias que recebem o Bolsa Família não devem ter aumento no valor do benefício em 2027. A proposta de Orçamento enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31) mantém o pagamento mínimo em R$ 600 por família.
O governo federal reservou R$ 157,1 bilhões para o programa no próximo ano. O valor é menor do que os R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e os R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.
Benefício está sem reajuste desde 2023
O Bolsa Família não recebe um reajuste geral desde que foi relançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2023.
Isso significa que, apesar da inflação e do aumento do custo de vida nos últimos anos, o valor mínimo continua sendo de R$ 600.
A legislação permite que os valores do programa sejam revisados em um intervalo de até dois anos. O governo, porém, entende que essa revisão é uma possibilidade e não uma obrigação.

Quanto cada família pode receber?
Além dos R$ 600 mínimos, existem valores adicionais conforme a composição da família:
R$ 150 por criança de até 6 anos;
R$ 50 por gestante;
R$ 50 por jovem de 7 a 18 anos incompletos;
R$ 50 por bebê de até 6 meses.
Os valores extras podem ser acumulados quando a família se enquadra em mais de uma dessas situações.
Congresso ainda pode discutir mudança
O congelamento previsto para 2027 não significa que o valor não possa ser alterado durante a tramitação do Orçamento. A proposta ainda será analisada e votada pelo Congresso Nacional.
Por enquanto, porém, o texto enviado pelo governo não prevê aumento no Bolsa Família para o próximo ano.
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