Internacional

    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição

    Henrique começou a trabalhar aos 14 anos como menor aprendiz e estudou em escola pública

    15/08/2026 às 12:24
    Fonte: Com Dourados News
    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição
    Jorge Henrique em San Jose
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    A partir da próxima terça-feira, dia 18 de agosto, o alagoano Jorge Henrique de Lima, de 33 anos, pretende dar início a uma jornada que promete mudar sua vida e levá-lo a dezenas de países nos próximos anos. Henrique é natural de São Miguel dos Campos.

    O destino inicial será Bangkok, capital da Tailândia, ponto de partida do projeto Jorge Sem Fronteiras, uma expedição que tem como objetivo visitar as capitais dos 196 países reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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    Atualmente morando no Mato Grosso do Sul, de onde vai partir, foi em Nova Andradina, no interior do estado, que o alagoano construiu sua história. Cresceu na cidade, começou a trabalhar aos 14 anos como menor aprendiz, estudou em escola pública, formou-se em administração e dedicou 13 anos de sua carreira à área de Recursos Humanos em uma empresa do setor sucroenergético.

    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição
    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição

    A ideia de percorrer o mundo começou a ganhar forma após um período de mudanças profundas. Em 2019, depois de ser desligado da empresa onde trabalhava, decidiu transformar o momento em um recomeço. No ano seguinte embarcou para o Canadá em um intercâmbio para aprender inglês e, posteriormente, ingressou em um college privado, conciliando estudos e trabalho para custear a permanência no país.

    "A ideia começou a ganhar força durante o período em que morei no Canadá. Eu já gostava de viajar, mas foi vivendo aquela experiência, conhecendo novas culturas e tendo contato com pessoas de diferentes partes do mundo que percebi que essa paixão poderia se transformar em um propósito de vida".

    Segundo ele, um encontro foi decisivo para transformar o sonho em projeto. "Um momento muito importante foi quando conheci pessoalmente o viajante brasileiro Robson Jesus, idealizador do projeto 'O Nego Vai Longe', que conseguiu completar uma jornada pelos países do mundo. Esse encontro me mostrou que um sonho que parecia muito distante poderia se tornar possível com planejamento e dedicação".

    A decisão definitiva veio durante um mochilão pelas Américas, na ilha colombiana de San Andrés, no Caribe. "Foi naquele momento que decidi criar o projeto Jorge Sem Fronteiras".

    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição
    Alagoano natural de São Miguel dos Campos pretende percorrer capitais de 196 países em expedição

    A expectativa é que toda a expedição dure aproximadamente três anos e meio. O planejamento inicial contempla os oito primeiros países, mas o roteiro permanecerá flexível por causa de exigências de visto e possíveis mudanças logísticas.

    Neste início, Jorge pretende permanecer entre cinco e dez dias em cada país, reduzindo gradualmente esse período ao longo da viagem. O Sudeste Asiático foi escolhido justamente por oferecer custos mais acessíveis de transporte, alimentação e hospedagem, além da oportunidade de uma imersão cultural intensa logo no começo da expedição.

    "Quero vivenciar de perto as diferenças na alimentação, na religião, nos costumes e na maneira como as pessoas vivem. Acho que começar a jornada por uma realidade tão diferente da que estou acostumado será uma experiência muito importante para o projeto".

    Para percorrer os países, ele pretende utilizar diferentes meios de transporte, incluindo avião, trem, ônibus, transporte público, aplicativos e, em algumas regiões, até transporte marítimo.

    O projeto será financiado parcialmente com recursos próprios acumulados nos últimos anos e complementado pelo trabalho como nômade digital, além da produção de conteúdo e futuras parcerias.

    "Como serão aproximadamente três anos e meio de viagem, o planejamento financeiro precisa ser constante e adaptável, principalmente porque os custos podem variar muito de um país para outro", explicou.

    Mais do que colecionar carimbos no passaporte, Jorge afirma que busca experiências humanas e crescimento pessoal. "Quero voltar dessa jornada não apenas com registros dos lugares que conheci, mas com histórias e aprendizados que possam ser compartilhados com outras pessoas".

    Segundo Jorge, a família e os amigos receberam a notícia com mistura de preocupação e apoio. "Minha história sempre foi marcada por recomeços e por decisões que exigiram coragem. O projeto também é algo muito grande e diferente, então naturalmente envolve preocupação, principalmente por ser uma jornada longa e que vai me deixar distante da família e dos amigos por bastante tempo".

    Toda a viagem poderá ser acompanhada pelas redes sociais do projeto Jorge Sem Fronteiras, presentes no Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e Kwai, além de um site oficial que será lançado futuramente.

    Ao falar sobre o que espera inspirar em outras pessoas, o nova-andradinense resume o espírito da expedição em uma frase simples, mas carregada de significado, "eu gosto de dizer que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho".

    Com a mala pronta e a passagem marcada para 18 de agosto, Jorge parte do interior de Mato Grosso do Sul rumo ao Sudeste Asiático levando consigo não apenas um projeto de viagem, mas a intenção de mostrar que grandes sonhos também podem nascer em cidades pequenas.

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