Acusado de matar ex-companheira em Teotônio Vilela é condenado a mais de 37 anos de prisão
Acusado fugiu, mas foi preso horas depois em uma ação da PM, Delegacia de Homicídios da 6ª Região e GCM de Teotônio Vilela

O réu Elias José do Nascimento foi condenado a 37 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Adjane Araújo da Silva, em Teotônio Vilela. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira, dia 20, no Fórum do município.
Adjane foi assassinada no dia 31 de julho de 2025, enquanto trabalhava como gari em uma rua da cidade. Reveja: Gari é assassinada a tiros enquanto trabalhava em via pública em Teotônio Vilela

Os jurados entenderam que Elias foi o autor do crime e reconheceram que o assassinato foi um feminicídio, ou seja, um crime cometido contra uma mulher por razões relacionadas à condição de mulher, no contexto de violência contra a vítima.
O Conselho de Sentença também considerou duas situações que aumentaram a pena: o crime foi cometido mesmo com medidas protetivas em vigor e de uma forma que dificultou a defesa da vítima.
O julgamento foi presidido pelo juiz Rafael Maia Correa. Segundo o magistrado, ficou comprovado que o acusado planejou o crime e também a forma como fugiria após o assassinato.
“Restou evidenciado que o acusado planejou minuciosamente os atos preparatórios e sua rota de fuga. No dia dos fatos permaneceu em um bar nas proximidades do local de trabalho da vítima, aguardando o melhor momento para execução do crime”, afirmou o juiz.
De acordo com o processo, Adjane foi surpreendida pelo ex-companheiro enquanto trabalhava. Elias efetuou disparos contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, o acusado fugiu, mas foi preso horas depois, em um trabalho ininterrupto da Polícia Militar, Delegacia de Homicídios da 6ª Região e Guarda Municipal de Teotônio Vilela.
Com Elias José a polícia apreendeu o revólver usado no crime, munições e R$ 20 mil em dinheiro. Em depoimento, Elias confessou o assassinato. Reveja: Operação integrada prende autor de morte de gari em Teotônio Vilela

Na sentença, o juiz destacou ainda que o crime aconteceu em via pública, no centro da cidade, durante o dia e enquanto Adjane exercia seu trabalho. Para o magistrado, as circunstâncias demonstraram “audácia” e “grave desrespeito à ordem social e aos transeuntes”.
Elias deverá começar a cumprir a pena em regime fechado.
Além da condenação criminal, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil de indenização para os três filhos da vítima. O valor poderá ser complementado futuramente, caso os familiares busquem uma indenização maior na Justiça Cível.

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