Laser é usado no HGE por cirurgiãs-dentistas em tratamento de criança com síndrome rara

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Por: Ascom HGE/Thallysson Alves  Data: 26/05/2021 às 07:43
Fonte de Imagem: Thallysson Alves

De portas abertas 24 horas, o Hospital Geral do Estado (HGE) é a principal unidade de urgência e emergência de Alagoas, com grande potencial assistencial e, consequentemente, forte poder resolutivo. Além disso, os pacientes contam com serviços de alta tecnologia, todos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), favoráveis ao diagnóstico e ao tratamento, como é o caso do cateterismo realizado por médicos cardiologistas e a laserterapia aplicada por cirurgiões-dentistas.

A cirurgiã-dentista Lídia Curvêllo explica que o uso do laser de baixa potência é um recurso terapêutico capaz de aliviar dores e inflamações. É que a técnica é bastante eficaz na cicatrização e regeneração dos tecidos, estimulante celular e modular do tecido conjuntivo, também capaz de agir como um analgésico anti-inflamatório local. Com o progresso das sessões, o paciente também fica menos vulnerável a infecções.

“Percebemos que a nossa intervenção com laser tem agilizado o processo de cicatrização de feridas, principalmente na região da boca, onde os tecidos são mais sensíveis à dor. Para realizarmos a aplicação, nós estudamos o quadro clínico do paciente, analisamos qual será a melhor técnica para o manuseio e, no decorrer das sessões, vamos observando os resultados”, pontuou a cirurgiã-dentista.

O paciente foi assistido pelas cirurgiãs-dentistas Ísis Vieira, Lídia Curvêllo e Paulla Sousa, bem como, pela equipe multidisciplinar da Pediatria do HGE

O pai de S. L. B. S., de cinco anos, confirma os benefícios do uso do laser. Ele recorda que chegou ao hospital muito preocupado com o filho, que, de repente, apresentou muitas feridas por todo o corpo. A situação foi considerada apavorante, já que, antes de chegar ao HGE, nenhuma outra unidade de saúde soube explicar o que estava acontecendo com o filho, que também sofria com os efeitos da febre e de dores.

“Na quarta-feira [último dia 12], antes de dormir, eu dei pra ele amoxicilina, que era uma indicação médica e ele já havia tomado outras vezes. No outro dia, percebemos que os lábios dele estavam estourando. No sábado isso se agravou e começou a saga pelas unidades de saúde. Na segunda-feira [último dia 17] cheguei ao HGE e, na observação mesmo, me deram o diagnóstico: Síndrome de Stevens-Johnson”, relatou Flávio Luiz da Silva, pai da criança.

A síndrome de Stevens-Johnson é causada por medicamentos ou por infecções. Os sintomas típicos incluem descamação da pele, febre, dores pelo corpo, uma erupção vermelha plana e bolhas e feridas nas membranas mucosas. As pessoas afetadas habitualmente requerem internação para receberem alimentação enteral, hidratação adequadas e medicamentos específicos. Obviamente, o uso do medicamento suspeito é interrompido. Caso não seja tratada, a consequência pode ser fatal.

No caso de S.L.B.S, assistido pelas cirurgiãs-dentistas Ísis Vieira, Lídia Curvêllo e Paulla Sousa, bem como pela equipe multidisciplinar da Pediatria, ele está com as lesões em fase de recuperação, por isso já pode ser indicado o uso do laser no tratamento das descamações. Flávio também acrescenta que, um dia após a primeira sessão, com o uso de outros medicamentos, seu filho também já conseguia tomar suco sem reclamar de dores e diminuiu o acúmulo de saliva nos lábios.

“Quando sair daqui, eu quero voltar para casa, jogar bola, brincar. Eu gosto do atendimento de todo mundo, mas o melhor mesmo é jogar futebol”, disse a criança causando gargalhadas em todos os presentes durante esta entrevista.