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Guerra entre facções deixa duas pessoas inocentes mortas em Rio Largo

Idosa de 66 anos morreu após ser atingida por disparo de arma de fogo

Dois homicídios registrados em um intervalo de menos de uma hora, nesta quarta-feira, dia 14, escancararam os efeitos da disputa entre facções criminosas em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió (RMM).

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Guerra entre facções deixa duas pessoas inocentes mortas em Rio Largo

As vítimas, segundo informações da polícia, não tinham envolvimento com o crime organizado.

O primeiro caso ocorreu no início da tarde, no Conjunto Demorivaldo, no bairro Mata do Rolo. Um homem identificado como Guel, acompanhado de um comparsa, invadiu uma residência com o objetivo de executar um suposto rival de facção, conhecido apenas como Danilo.

Guerra entre facções deixa duas pessoas inocentes mortas em Rio Largo

Durante a ação, a tia do alvo, uma idosa de 66 anos, tentou impedir o ataque e acabou sendo atingida por um disparo no peito.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a idosa morreu no local antes de receber socorro. O atirador fugiu logo após o crime.

O jovem que seria o alvo do atentado, gravou um vídeo e divulgou nas redes sociais denunciando o autor do disparo, inclusive com a imagem do suspeito. Guel possui extensa ficha criminal, com passagens por diversos crimes, e estaria escondido no município de Murici, supostamente com apoio de integrantes da facção à qual pertence.

Autor do atentados, homem identificado por Guel, segundo informações do alvo dos tiros.

Menos de uma hora depois, um segundo homicídio foi registrado na rua principal do Conjunto Antônio Lins, uma das vias mais movimentadas de Rio Largo.

Um jovem ciclista, identificado como Julio Henrique Bernardo Pereira, de 19 anos, foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta e atingido por vários disparos de arma de fogo, sendo ferido no rosto e nas nádegas.

Guerra entre facções deixa duas pessoas inocentes mortas em Rio Largo

O Samu chegou a ser acionado, mas o rapaz já estava morto quando as equipes chegaram. Testemunhas relataram à polícia que a execução pode ter sido uma represália de uma facção rival pelo assassinato da idosa, embora Julio Henrique não tivesse qualquer ligação com grupos criminosos.

Em ambos os casos, equipes do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM) realizaram buscas nas regiões, mas até o momento ninguém foi preso. As ocorrências foram atendidas também pela Polícia Científica, Instituto Médico Legal (IML) e pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investigam os crimes.

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