Em máxima aceleração, Terra chega ao seu ponto mais próximo do Sol hoje

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Por: Olhar Digital  Data: 04/01/2023 às 06:11
Imagem: Shutterstock

Nesta quarta-feira (4), às 13h17 (pelo horário de Brasília), a Terra passa pelo periélio, o ponto de sua órbita mais próximo do Sol. Nesse momento, em que ficará a “apenas” 147.098.838 km do Astro Rei, nosso planeta também vai atingir sua maior velocidade orbital, de cerca de 30,3 km/s (o equivalente a 109,08 mil km/h).

Diagrama da órbita da Terra mostrando seu afélio e periélio em 2023. Créditos: Marcelo Zurita/Prof. Paulo Leme (com informações do site nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/earthfact.html)

Conforme visto no diagrama acima, no periélio, nosso planeta chega a quase 5 milhões de km mais perto do Sol, a uma velocidade 3,6 mil km/h mais rápida, que no afélio, o ponto em que a Terra está mais afastada da nossa estrela hospedeira. Essas distâncias e velocidades variam ligeiramente de um ano para outro, graças às perturbações gravitacionais da Lua e dos outros planetas. 

Por estarmos mais próximos do Sol durante o periélio, nesta fase o Sol nos parece ligeiramente maior, cerca de 3,3%, quando comparado ao dia em que a Terra está mais afastada.

Na comparação abaixo, podemos perceber essa diferença nas duas fotos do Sol feitas por Romualdo Caldas e Ernande Júnior a partir de Maceió, Alagoas. A foto da esquerda foi feita no dia 2 de janeiro de 2021, quando a Terra passou por seu periélio naquele ano. A da direita foi tirada no dia 5 de julho de 2021, quando nosso planeta passou pelo afélio. 

Fotos comparativas feitas durante o periélio e o afélio de 2021. Créditos: Romualdo Caldas/Ernande Júnior

O fato de estarmos mais próximos do Sol durante o periélio, no entanto, não tem relação com sentir mais calor. Embora a Terra receba um pouco mais de radiação solar nesse momento, a sensação de calor geralmente sentida aqui no Hemisfério Sul nesta época do ano é devida à inclinação do eixo de rotação da Terra, responsável pelas estações do ano.

No verão, essa inclinação deixa a metade sul do globo exposta ao Sol por mais tempo. Por receber maior insolação, as temperaturas por aqui tendem a ser mais elevadas, enquanto no Hemisfério Norte, ocorre o contrário.