Dependente químico supera as drogas e tem nova chance no mercado de trabalho

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Por: Array / Assessoria/Géssika Costa  Data: 11/10/2019 às 16:10
Fonte de Imagem: Dyego Duarte

Luiz Carlos da Silva, de 34 anos, buscou recuperação e profissionalização em curso de frentista

Numa vida marcada por vários obstáculos, o aluno do curso de frentista do Centro de Referência em Reinserção Social e Produtiva para Dependentes Químicos, Luiz Carlos Gomes da Silva, de 34 anos, enxerga na oportunidade de estágio oferecida por um posto de combustíveis, localizado na parte alta da capital alagoana, mais uma chance de poder recomeçar.

Há um ano, Luiz Carlos concluía, na Comunidade Acolhedora Rosa Mística, em União dos Palmares, o tratamento contra o vício contra o crack que roubou da sua vida alguns anos e também o apoio da família e dos amigos.

Durante esse período, o ex-acolhido passou por várias situações de risco, morando na rua e sem ter onde ficar. Num desses acontecimentos, ele se envolveu em uma briga e acabou sofrendo uma tentativa de assassinato.

“Infelizmente fui alvejado pelos disparos na região da coluna e acabei perdendo o movimento das pernas, mas sei que tudo na vida tem um motivo. Hoje – graças ao apoio que tive da comunidade acolhedora – me encontro há um tempo sem ter contato algum com as drogas e até o cigarro deixei de fumar. Estou bem e disposto a trabalhar sem problema algum”, destaca Gomes.

Luiz Carlos é a primeira pessoa com deficiência física a finalizar um curso no Centro de Reinserção Social, equipamento da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) que promove a recolocação de dependentes químicos no mercado de trabalho. Ele integrou a 4ª turma do curso de frentista, que conta atualmente com outros 16 concluintes participando de estágio em estabelecimentos comerciais.

A coordenadora de capacitação profissional do Centro de Referência, Elisa Cristina, explica que a estrutura do local está preparada para receber pessoas com algum tipo de deficiência.

“O espaço é pensado para atender todos os acolhidos, garantindo a acessibilidade e proporcionando oportunidades iguais de recuperação e reinserção no mercado de trabalho e consequentemente na sociedade. O estágio do Luiz Carlos, inclusive, é uma questão até simbólica porque hoje é celebrado o Dia da Pessoa com Deficiência Física”, lembra Elisa.

Centro de Referência em Reinserção Social e Produtiva
O Centro de Referência em Reinserção Social e Produtiva para Dependentes Químicos de Alagoas – um marco na história no trabalho realizado pela Seprev – completou em junho um ano de atividades com grandes resultados.

O equipamento, que oferta cursos, oficinas produtivas e acompanhamento psicossocial de dependentes químicos que foram acolhidos e recuperados por uma das 35 comunidades acolhedoras credenciadas à Rede Acolhe, capacitou em um ano de funcionamento mais de 300 pessoas e contribuiu com a inclusão no mercado de trabalho formal e informal de outras 50.

Para a efetivação dessas vagas no mercado de trabalho, a Seprev, por meio da Superintendência de Política sobre Drogas, promove ações com foco na sensibilização e mobilização com empresas e outros parceiros para a contratação dos adictos.