Após mais de 20 cirurgias na cabeça, bebê se recupera no HGE

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Por: Ascom HGE/Neide Brandão  Data: 14/08/2021 às 18:44
Fonte de Imagem: Neide Brandão

Quando Yaan Lucca Rodrigues de Lima, de 9 meses, deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE), ele tinha apenas dois meses de vida. Hoje ele vem a unidade hospitalar, mensalmente, para uso de medicação para imunodeficiência, descoberta quando internado no hospital.

Sua mãe, Winny Adriegge Rodrigues, contou que, antes de chegar ao HGE, a criança começou a ter febre muito alta, acima de 40 graus, vomitar e convulsionar. A família, que reside em Arapiraca, levou para o bebê para o hospital da região que, após perceber a gravidade do problema, o encaminhou para a maior emergência pública alagoana.

“Meu filho foi diagnosticado com meningite bacteriana, teve que ir para a UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e passou por mais de 20 procedimentos cirúrgicos na cabeça, devido a um abscesso, em consequência da doença. Mas, felizmente, agora está aqui, vivo”, comemorou a mãe.

Pediatra Auxiliadora Costa: “As crianças que manifestam infecções recorrentes graves, até o primeiro ano de vida, podem ter imunodeficiência congênita”

A médica pediatra, Auxiliadora Costa, explicou que no HGE foi descoberta uma imunodeficiência congênita, possível causa para o desenvolvimento da meningite. “Ele iniciou imediatamente com o tratamento específico para a infecção bacteriana. Fez os procedimentos cirúrgicos para drenar o abscesso, com a neurocirurgia, mas, percebemos que tinha algo de base. Daí, com os exames, chegamos à imunodeficiência congênita”, relatou a pediatra.

Segundo ela, quando uma criança manifesta infecções recorrentes graves, até o primeiro ano de vida, pode ser sinal de alerta para uma imunodeficiência congênita. “No caso do Yaan, ele recebeu alta e vem, mensalmente até o HGE, para uso de imunoglobolina. Também recomendamos reabilitação com equipe multiprofissional”, informou Auxiliadora Costa.