Anvisa alerta para risco no uso de caneta emagrecedora sem prescrição

Produtos devem ser utilizados somente conforme as indicações da bula

Anvisa alerta para risco no uso de caneta emagrecedora sem prescrição (imagem: reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu, nesta segunda-feira, um novo alerta sobre o uso dos medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O órgão reforça que esses produtos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações da bula, sempre com prescrição e acompanhamento médico.

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Anvisa alerta para risco no uso de caneta emagrecedora sem prescrição

A Anvisa adverte que o uso desses remédios fora das orientações, especialmente quando empregados para emagrecimento sem indicação médica, aumenta o risco de eventos adversos graves. Entre eles, está a pancreatite, uma inflamação do pâncreas que pode provocar destruição do tecido do órgão e até levar à morte, segundo a agência reguladora.

A Anvisa alerta ainda que o uso indiscriminado e fora das indicações autorizadas pode dificultar o diagnóstico precoce de complicações graves, retardando o atendimento adequado.

O órgão recomenda que usuários desses medicamentos procurem atendimento médico imediato caso apresentem dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos. Esses sintomas que podem indicar pancreatite.

Aos profissionais de saúde, a orientação é interromper imediatamente o tratamento, caso haja suspeita de reação adversa, e não retomar o uso do medicamento se o diagnóstico de inflamação pâncreas for confirmado.

Segundo a Anvisa, este alerta tem como objetivo proteger a saúde da população, já que vem sendo observado um número elevado de eventos adversos registrados em situações de uso fora das indicações aprovadas.

No Brasil, entre 2020 e 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos e seis suspeitas de casos com morte associadas a esses medicamentos.

Dados da Agência Reguladora de Medicamentos do Reino Unido indicam que, entre 2007 e 2025, foram registradas quase 1.300 notificações de pancreatite, incluindo 19 mortes, em pessoas que usavam esses remédios.
Em 2024, a Anvisa já havia alertado que o uso desse tipo de medicamento, quando associado à anestesia ou sedação profunda, pode elevar o risco de pneumonia.

No ano passado, a agência também divulgou alerta informando que um dos medicamentos injetáveis dessa classe pode causar, em alguns casos, perda de visão irreversível.

Por isso, desde junho, a Anvisa determinou que esses produtos só podem ser vendidos com retenção da receita médica, medida que reforça a necessidade de uso responsável e supervisionado. 


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