Amanhã tem ‘Blue Moon’, será que a Lua vai ficar azul?

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Por: Oficina da Net  Data: 21/08/2021 às 14:17
Fonte de Imagem: Reprodução

Neste domingo, 22 de agosto, teremos um fenômeno conhecido como “Blue Moon”, mas a lua não vai ficar azul; entenda o motivo deste nome.

Lua Azul ou Blue Moon, como é conhecida em inglês, é um fenômeno inédito em 2021 que deve dar um verdadeiro show nos céus deste domingo, 22 de agosto. Mas é bom adiantar que embora tenha esse nome, não espere ver o satélite natural da Terra na cor azulada. A expressão não tem uma aplicação literal, o que significa que a cor deverá ser a mesma de sempre, e o que deve realmente chamar a atenção é o seu tamanho e luz, mas sem nenhuma grande novidade à lua cheia que conhecemos.

Blue Moon acontece no domingo, mas sem Lua Azul

A expressão "lua azul" não quer dizer que a lua vai ficar azul literalmente, mas ela é usada para se referir a segunda vez em que o satélite entra na fase cheia em um mesmo mês. De acordo com a "Sky & Telescope", a última vez em que isso aconteceu foi em 31 de outubro de 2020. Mas a revista explica também que essa definição não é a original do termo.

Essa expressão surgiu em 1930 e se refere à terceira lua cheia de uma mesma estação do ano. No caso da Blue Moon, que acontece neste domingo, ela é a terceira lua cheia deste inverno. A primeira ocorreu em 24 de junho e a segunda, em 23 de julho.

A revista ainda explica que a mudança desta definição ocorreu em 1946, quando "o astrônomo amador e colaborador frequente do 'Sky & Telescope' James Hugh Pruett (1886-1955) interpretou incorretamente a descrição da revista". E assim surgiu a expressão popular da "Blue Moon" associada à segunda lua cheia de um mesmo mês.

A Lua pode ficar azul?

Na Blue Moon que acontece neste domingo, não há nenhuma possibilidade de observarmos a Lua com a coloração azul. Mas existem situações raras e específicas em que este fenômeno pode acontecer, embora não tenha ligação direta com a cor do satélite e sim uma "ilusão ótica". Geralmente, isso ocorre quando erupções vulcânicas ou incêndios florestais enviam uma quantidade exagerada de fumaça e poeira fina para a atmosfera, o que pode alterar a tonalidade da luz refletida pelo satélite.