Testes indicaram que uma air fryer potente consome cerca de 25,5 kWh ao mês

O valor da conta de energia elétrica frequentemente levanta dúvidas sobre quais aparelhos são os maiores responsáveis pelo consumo mensal. Uma análise técnica realizada pelo Canaltech Eletro aponta que equipamentos com uso prolongado, como chuveiros elétricos e aparelhos de ar-condicionado, impactam significativamente mais o orçamento do que eletroportáteis de alta potência, mas de uso breve, como a air fryer.
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Air fryer ou chuveiro: saiba quais aparelhos pesam mais na conta de luz
Para identificar o gasto real, deve-se aplicar a fórmula que multiplica a potência do aparelho (em Watts) pelo tempo de uso, dividindo o resultado por 1.000 para chegar ao quilowatt-hora (kWh) . Segundo Pedro Cipoli, apresentador do canal, um chuveiro padrão de 6.000 W utilizado por uma hora diária — o equivalente a quatro banhos de 15 minutos — acumula um consumo mensal de 180 kWh.
Potência versus tempo de uso
Apesar de muitas vezes ser apontada como a "vilã" da cozinha, a fritadeira elétrica apresenta impacto inferior devido ao tempo reduzido de operação. Os testes indicaram que uma air fryer potente (1.700 W), utilizada por 30 minutos todos os dias, consome cerca de 25,5 kWh ao mês. O número representa aproximadamente 14% do gasto gerado pelo chuveiro no cenário analisado.

O ar-condicionado, por outro lado, exige monitoramento constante. Mesmo modelos com tecnologia inverter (mais eficientes) registram consumo elevado devido ao longo período de atividade necessário para climatizar o ambiente.
"Um modelo LG Dual Inverter consome cerca de 182,4 kWh por mês se ligado oito horas por dia", destaca Cipoli, equiparando o gasto ao do chuveiro elétrico.
A análise também abordou a eficiência de refrigeradores. Geladeiras antigas tendem a consumir mais energia devido ao desgaste de componentes e isolamento, enquanto modelos novos, mesmo de grande porte (acima de 500 litros), mantêm médias próximas a 56 kWh mensais.
Por fim, o levantamento minimizou o impacto do chamado "consumo fantasma". Dispositivos como assistentes virtuais (ex: Echo Dot) e carregadores em stand-by representam gastos irrelevantes na fatura, muitas vezes inferiores a 1 kWh mensal.
Um fator mais crítico para o desperdício é a fiação elétrica antiga, que aquece durante o uso e dissipa energia desnecessariamente.
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